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Daghor, Deus dos Anões O Senhor da Forja, O Braço Incansável, O Grande Ferreiro Deus Maior Símbolo Plano Natal: Tendência: Leal e Neutro Aspecto: Seguidores Tendência dos Clérigos

Daghor (Dá-gór) é o Deus Patrono dos Anões, raça que criou à sua semelhança e os doutrinou nos ofícios que considerava os mais honrosos e sagrados. Apesar disso, seu culto é vasto e existe em comunidades de muitas outras raças, como o Deus da Forja e dos Ferreiros, o Pai das Armas, o Guerreiro Destemido. Daghor surgiu durante a terceira criação, quando os poderes de Lucen e Adel combinados moldaram o Plano Material e foram abertos os portais para os planos exteriores, e participou ativamente do Levante dos Deuses, quando os Primordiais atacaram o Plano Material com o intuito de recuperar as Pedras do Poder. Visto como um Pai generoso pelos anões, Daghor encontra em seus filhos os mais fervorosos fiéis, que acreditam na força e sabedoria de seu patrono como fator incontestável de seu direito em viver livremente no Plano Material e além. Daghor é também um ferreiro sem igual, e sua maestria nas artes da forja, mineração e construção o tornam respeitado entre os próprios deuses. Atua através de sua igreja na transformação do mundo, e considera o Plano Material uma jóia bruta que deseja ser lapidada. Seu domínio sobre a forja e invenções lhe proporcionou uma expansão diferenciada de seu culto, e existem comunidades humanas que o cultuam como Deus da Forja, sem saber ou se recordar que Daghor é o Deus dos Anões.

História/Relacionamentos: Daghor é a personificação da idéia e valores dos anões, e sua existência já era de conhecimento dos Primordiais ainda durante a primeira criação. O primeiro dentre todos que percebeu a sua existência foi Valron, pois a essência de Daghor surgiu junto com as primeiras montanhas e rochas. Apesar disso, Daghor se manifestou como um Deus somente durante a segunda criação, e durante o Levante dos Deuses, marchou junto com seu exército mortal de anões contra os Primordiais. Recebeu o título de Guerreiro Destemido após combater sozinho Valron, o Deus da Terra. Alcançou ainda mais notoriedade durante a terceira criação, quando os reinos anões atingiram o apogeu de seu poderio, e também através da construção do “Pilar de Ébano”, a torre sombria esculpida na pura rocha na ilha de Akher, a pedido do próprio Deus Hellamiel. Daghor preserva grande respeito por Arandor e Eradil, considera Hellamiel um aliado e mantém bom relacionamento com Takhisis e com Kasher, o Senhor Élfico. Seu combate com Valron lhe rendeu a inimizade deste Deus, apesar de Valron ter grande apreço pelos anões, e Daghor considera Orhak, Ladon, Cadash e Treva inimigos.

Dogma:

Clero e Templos: A Igreja de Daghor é vasta e multifacetada. Nas comunidades anãs a Igreja de Daghor atua como pilar do conhecimento e tradição da raça, e seus clérigos atuam desde professores a generais, sempre em prol da manutenção da segurança e promoção do desenvolvimento dos reinos anões. Já entre outros humanóides, Daghor é lembrado como o Deus da Forja, o trabalhador incansável, e seus templos se assemelham a grandes oficinas. Nestes casos, seus clérigos atuam como líderes de guildas de ferreiros, mercadores, mineradores, construtores e destiladores, e são conhecidos e respeitados pela qualidade de seus trabalhos, tendo o costume de sempre respeitar os acordos que são oficializados. A Igreja de Daghor mantém uma organização dupla, e o clero que atua nos reinos anões vive em relação de independência daqueles que atuam junto às outras raças. Entre os anões, são conhecidas as organizações das Guildas, que atuam num jogo de influência e poder visando o controle da liderança da Igreja, sendo as mais famosas a “Guilda dos Mineradores”, a “Guilda dos Ferreiros” e a “Guilda dos Guerreiros”. Muitas outras existem, mas devido ao seu menor poder, geralmente negociam trocas de favores e apoio com as três maiores. Já o clero não-anão de Daghor se organiza através de uma rede de profissionais, sendo cada templo dirigido por um “Diretor” que respondem diretamente ao “Mestre”, sacerdote eleito ao posto através do conselho dos diretores, com mandato renovável, a cada cinco anos. O cargo de Mestre costuma ser um fardo pesado, e poucos foram aqueles que conseguiram se manter por mais de dois mandatos no posto, devido à massiva organização do culto do Deus da Forja nas terras humanas, atuando como construtores e trabalhadores a serviço daqueles que podem pagar pelos seus serviços. Apesar da diferença no trato e organização das duas casas do culto à Daghor, todos os clérigos do Deus compartilham o grande apreço do deus por metais e pedras preciosas, e a total ausência de medo do trabalho e prontidão em lutar pela honra de suas ordens, famílias e seus valores individuais. Não existe horário certo para que os clérigos do deus façam suas preces, mas sempre devem ser feitas sob a presença de um símbolo sagrado do Deus, e quando este não estiver presente, deverá ser riscado na terra ou areia, ou pintado na rocha. As cores oficiais do culto à Daghor são o cinza e o marrom, e seus clérigos sempre estarão vestidos com armaduras e carregando armas, muitas vezes feitas através de seus próprios conhecimentos.

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